O crescimento da despesa em I&D verifica‐se quer no sector público quer no sector empresarial. No sector das empresas esse aumento é particularmente expressivo, já que a despesa nesse sector quase que triplica desde 2005 (a preços correntes) e cresce 22% entre 2007 e 2008, com cerca de 1.258 Milhões de Euros em 2008 (era 1.011 Milhões de Euros em 2007 e apenas 462 Milhões de Euros em 2005). A despesa em I&D das empresas atinge agora cerca de 0,76% do PIB (era 0,62% do PIB em 2007 e 0,31% em 2005), representando cerca de metade da despesa nacional total em I&D. Refira-se ainda que os dados voltam a mostrar um acréscimo contínuo em Portugal do número de empresas com actividades de I&D, que passou de cerca de 940 em 2005, para mais de 1.700 em 2008.
Relativamente aos recursos humanos presentes no sector da I&D em Portugal, importa sublinhar o número de investigadores na população activa que atingiu, pela primeira vez, 7,2 por mil activos em 2008, superando os níveis relativos do Reino Unido, da Alemanha e da Holanda de 2007, bem como a média europeia de 5,8 em cada mil activos. Foram registados 40.563 investigadores, medidos em equivalente a tempo integral (ETI), com cerca de 44% mulheres, uma das percentagens mais elevadas na União Europeia.
Os resultados obtidos em matéria de recursos humanos envolvidos em I&D antecipam em dois anos as metas previstas para o Plano Tecnológico no horizonte 2010. O Pessoal Total em I&D representa 8,7 por mil activos (a meta definida apontava para 7,5) e os Investigadores ETI, com um valor de 7,2 por mil activos, superam a meta definida para 2010 que era 6,0.
Fonte: RCNELPT